Guaíra – PF investiga organização criminosa responsável por crimes transfronteiriços
2019-06-27 - Mundo
Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (27), na sede da Delegacia da Polícia Federal de Guaíra, os Delegados Fernando Bertuol e Júlio Fujiko, deram mais detalhes da Operação Integrum, onde 10 pessoas (moradores antigos de Guaíra) foram presas por tempo indeterminado.
Guaíra – PF investiga organização criminosa responsável por crimes transfronteiriços

Conforme os Delegados, o porto clandestino conhecido como “Porto da Tininha” foi o alvo da operação na manhã de hoje, até por ser um porto antigo, onde nos últimos 02 anos, foram apreendidos cigarros e mercadorias diversas.

Mas não para por ai, disse a PF, o local é muito próximo a nova sede do NEPOM (Núcleo de Polícia Marítima da Polícia Federal), cerca de 150 metros, e existem aproximadamente 06 olheiros apenas no entorno, acompanhando os trabalhos do setor policial. Já num trecho de Guaíra até São Paulo, ao longo do rio, o número passa de 300 olheiros. Quando a polícia faz uma movimentação diferente, todos os olheiros já estão sabendo e isso dificulta muito o trabalho da PF.

Os Delegados da Polícia Federal também disseram da rapidez dos contrabandistas. Eles levam em torno de 05 minutos para fazerem a logística de receber a embarcação no porto, descarregar e carregar a mercadoria em veículos. E isso foi conferido através das gravações das câmeras que foram implantadas no local pelos próprios contrabandistas.

Conforme o comando da Operação Integrum, infelizmente a cidade de Guaíra é a porta de entrada pra diversos tipos de ilícitos e a maioria entra no país, vindos do Paraguai, pelo rio Paraná.

Na ação de hoje foram apreendidos 10 automóveis, 25 mil reais em espécie na residência do líder da ação criminosa, 02 armas irregulares, 02 motocicletas, 04 barcos em alumínio e uma lancha de passeio.

Por fim os Delegados disseram que a área onde hoje está o Porto da Tininha (porto clandestino), foi devolvido ao Município de Guaíra, sendo que a estrutura construída ilegalmente poderá ser demolida.

O nome da operação faz referência a reintegração da área utilizada como porto e base da organização criminosa, áreas ilegalmente ocupadas que pertencem ao poder público.

Os nomes dos presos não foram divulgados.

Redação Portal Guaíra



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